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09/10/2007 - 16:49
Semana de C&T foi sucesso na capital e no interior da Bahia
70% das atividades apoiadas pela Fapesb aconteceram no interior do Estado

O singelo recado deixado no livro de mensagem do estande Fiocruz-Bahia, pela estudante Géssica Mendes, do 1º ano do Colégio Estadual Duque de Caxias, no bairro da Lapinha em Salvador, serve de termômetro para medir a boa receptividade que a Semana Nacional de C&T na Bahia, encerrada dia 7, obteve entre o público baiano.

"Não vou falar que gostei, não. Vou falar que amei. Agradeço em nome de minha escola pelo trabalho de todos que divulgaram a ciência", escreveu a estudante, de 16 anos, sem receio de esconder a emoção.

Como Géssica, cerca de 20 mil pessoas passaram, durante toda uma semana, na Praça Municipal, onde a Secretaria Estadual de CT&I (Secti) coordenou as principais ações da Semana Nacional de C&T na Bahia.

Na Praça que, por si só, transpira história, com o imponente Elevador Lacerda, o belo Palácio Rio Branco, o velho prédio do antigo Paço Municipal, hoje Câmara de Vereadores e o status de portal para o Centro Histórico, crianças, jovens adolescentes e pessoas de todas as idades tiveram, durante sete dias, aulas lúdicas e divertidas sobre diversos conteúdos das Ciências.

Dentre outros programas, os visitantes puderam, por exemplo, entrar no Túnel Interativo do Greenpeace e conhecer os efeitos simulados do aquecimento global, conhecer os meios de se evitar as doenças parasitárias no estande da Fiocruz, desenvolver a consciência ecológica com o Grupo Ambientalista Gérmen, visualizar o céu estrelado pelo telescópio, assistir a vídeos, palestras e conferências sobre temas ligados à ciência, dentre outras experiências instrutivas e enriquecedoras.

"Pela primeira vez tivemos cerca de 50 municípios integrando a programação, um prenúncio de que, no próximo ano, teremos muitos outros. Além disso, foram realizadas mais de 350 ações", disse o secretário de CT&I, Ildes Ferreira.

Ele acredita que a experiência deste ano vai contribuir para que em 2008, seja realizada uma Semana Nacional ainda mais ampla e participativa na Bahia, "tudo em nome da popularização da ciência", avalia.

O projetista e funcionário do Hospital das Clínicas, José da Hora Borges, aproveitou o sábado para levar o filho para as atividades que estavam sendo realizadas na Praça Municipal.

Os dois assistiram atentamente a uma minipalestra de pesquisadores da Fiocruz na área de educação com foco na saúde. "Achei esta atividade muito importante porque passa bastante informação sobre que as pessoas deveriam fazer no quotidiano para evitar doenças", disse Borges.

Seu filho, Helder Borges, que está na alfabetização, aprendeu que não pode roer as unhas e deve sempre lavar as mãos antes das refeições e após brincar com o cachorro, "pra não pegar doenças".

Estudante do 3º ano do Colégio Teixeira de Freitas em Salvador, André Silva Moreira, gostou a visita ao Túnel Interativo do Greenpeace. "Deu para sentir a sensação do efeito estufa", garantiu.

"A Semana é fundamental para a conscientização da sociedade e o incentivo à ciência", disse a estudante Roberta Souza. Já a adolescente Carla Ferreira foi mais sucinta no comentário: "Show de bola". Também na linguagem descontraída da juventude, Pedro Carneiro anotou: "Achei muito didático esse lance de conscientizar a população sobre os assuntos de ciência".

Isabela Rocha filosofou: "A experiência foi maravilhosa. A cada dia, devemos buscar o conhecimento, pois somos eternos aprendizes". Urânia Souza repetiu: "Muito bom, muito bom". Enquanto, no livro de mensagens da Fiocruz, André Pina poetizou: "A infantaria da vida não recua, dá meio volta e avança".

A jovem Marcela Oliveira, estudante da escola Estadual Deputado Naomar Alcântara, era uma das mais entusiasmadas nos estandes. "Fiquei encantada com tudo", disse a estudante que cursa a sétima série do ensino fundamental.

"Aqui a gente entende tudo de forma bem simples, porque vê os animais, os objetos e muitas maquetes. Na escola, os conteúdos que são passados nos livros não são tão atrativos", emendou.

Uma experiência simples e que atraiu a atenção de muitas pessoas exemplificava um princípio que somente é passado para estudantes do 1º ano do ensino médio, o princípio da conservação do movimento ângular.

Na experiência, uma pessoa se senta numa cadeira rotativa e segura uma roda de bicicleta. O instrutor coloca a roda para girar e à medida que a pessoa altera o ângulo da roda, passa a girar também na cadeira. Na verdade, nem todos entendiam o princípio, mas ficavam curiosos com o resultado. Foi o caso da estudante Elisabeth Rose, de 14 anos, que só vai aprender sobre este princípio daqui a dois anos.

Durante a Semana Nacional de C&T, a Fapesb apoiou a realização de 39 eventos voltados à popularização da ciência. Todas as atividades foram gratuitas e aconteceram em Salvador, além de outras nove cidades do interior do estado.

Segundo o diretor científico da Fapesb, Robert Verhine, "ao avaliar os projetos, demos atenção especial às atividades realizadas no interior. Essa postura se insere numa política maior da Fapesb de apoiar o desenvolvimento da C&T em todo o estado, não ficando restrito a capital".

Como resultado dessa política, aproximadamente, 70% dos projetos aconteceu fora de Salvador.
JC e-mail 3366

Assessoria de Comunicação da Fapesb/Secti
 
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