Brasília voltará o foco de suas atenções para a ciência e a tecnologia durante os dias 16 a 23 de outubro. Nesse período, quando se comemora a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, cerca de 40 instituições de pesquisa e ensino promoverão diversas atividades educativas e culturais em plena Esplanada dos Ministérios.
Criado pelo Decreto Presidencial de 9 de junho de 2004, o evento tem como objetivo divulgar o que a ciência brasileira vem produzindo, sua contribuição para o cotidiano das pessoas e para o desenvolvimento do País, assim como discutir seus resultados e rumos.
Um número crescente de instituições de pesquisa e ensino, a cada ano, abre suas portas e capricha na programação oferecida ao público. No ano da criação da Semana, 257 instituições, em 252 municípios, promoveram 1.848 atividades. Em 2005, 844 instituições realizaram 6.701 atividades em 332 municípios. Neste ano, a meta é expandir o megaevento para atingir um público ainda maior.
Na capital do País, instituições de peso para a ciência e tecnologia, como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), prepararam uma programação variada. A Empresa, que possui 40 unidades de pesquisa no País, três escritórios internacionais (França, EUA e na África) e seis em Brasília, além da sua sede, focará o tema Agroenergia.
Três peças teatrais serão levadas para o gramado da Esplanada, localizada ao lado da rodoviária, que liga Brasília às cidades satélites: “Agroenergia, que trem é esse?”, “Brasil do Descobrimento à Vitória” e a “Viagem das Sementes”. As duas primeiras, encenadas pela companhia paulista Narradores Urbanos, abordará, respectivamente, a contribuição das tecnologias desenvolvidas pela Embrapa na área da Agroenergia e a evolução da pesquisa sobre reprodução animal no Brasil. Já a “Viagem das Sementes”, apresentado pelo grupo de teatro brasiliense Mapati, com bonecos de fantoche, contará a vida na floresta e mostrará os vários caminhos que as sementes passam para se transformar em novas plantas.
Além dessas apresentações de teatro, a Embrapa preparou uma exposição de grãos e plantas oleagionosas - que representam alternativas para a produção de óleos vegetais -, disponibilizará um espaço para os usuários terem acesso à informação multimída interativa sobre o tema, um outro para as crianças desenharem o que aprenderam no estande, e seus técnicos oferecerão atendimento ao público.
A Fiocruz, instituição mais antiga de saúde pública no Brasil, montará em sua unidade de Brasília um Mini lab, onde será demonstrada a fabricação de vacinas de Bio-Manguinhos, unidade da Fiocruz que é o maior centro produtor de vacinas e kits para diagnóstico de doenças infecto-parasitárias da América Latina. Mostrará, também, vídeos realizados pela equipe do Programa Vídeo Saúde na área de saúde pública e meio ambiente, jogos interativos, uma exposição de microscópios com a projeção de lâminas sendo comentadas por especialistas, e bandejas da coleção entomológica do Instituto Oswaldo Cruz, outra unidade da Fundação.
Crianças-monitoras, integrantes do Fórum Ciência e Sociedade, projeto promovido pela Fiocruz de aproximação de alunos do ensino médio com as instituições de pesquisa na área de saúde e meio-ambiente, estarão ajudando no atendimento ao público.
A Universidade de Brasília (UnB) desenvolverá diversas atividades. O Instituto de Química, por exemplo, mostrará experiências para professores e alunos da educação básica, enfocando o ensino de algumas tecnologias. Será mostrado um aquecedor solar didático, o protótipo de uma geladeira de uso doméstico, a desconstrução de uma cafeteira elétrica, de uma válvula de botijão de gás e o princípio de funcionamento de um forno de microondas. O mesmo instituto estará apresentando, ainda, uma exposição interativa de materiais para ensino de química voltado a alunos com deficiência visual.
Andrea Vilhena - Assessoria de Imprensa do MCT
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