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09/11/2006 - 17:36
Semana Nacional de C&T: Coordenação do evento em Brasília responde a crítica de leitor

As pessoas não vão à Semana para assistir palestras e não querem ficar fechadas em um auditório quando o apelo dos stands é tão maior

Leia a mensagem de Monica Menkes, da Coordenação da Semana de C&T em Brasília e da Comissão de Implantação do Museu de C&T em Brasília:

“Desculpe não ter retornado o seu e-mail com a crítica sobre a (não) utilização do auditório porque estive bastante doente após o encerramento da Semana.

A coordenação de um evento desse porte com uma equipe muito reduzida requer um dispêndio enorme de energia e é difícil manter o corpo e a mente imune à multiplicidade de problemas suscitados.

Quanto ao seu comentário crítico, devo reconhecer razão parcial dos mesmos. Entretanto, a experiência nos mostra algo um pouco diferente das alegações relatadas por V.Sa. no Jornal da Ciência do dia 27 de outubro p.p.(e-mail 3131).

A montagem de auditório tem sido solicitada pelas instituições que se inscrevem para apresentação de palestras, peças, entre outras. Depois de três anos temos constatado que a montagem de um auditório se torna quase que um desperdício em termos de custo benefício.

As pessoas não vão à Semana para assistir palestras e não querem ficar fechadas em um auditório quando o apelo dos stands é tão maior. Os shows, peças, oficinas, sim, as pessoas gostam, mas palestras não fazem parte daquilo que as pessoas esperam de um evento como esse.

E a experiência nos mostrou que é totalmente inadequado aceitar que as instituições façam palestras quando o público não quer assisti-las.

Assim, o auditório estava vazio não porque não tínhamos programado nada para aquele espaço e sim porque na tentativa de agregarmos público às palestras agendadas fizemos a tentativa de mudá-las para o domo central, onde todas as pessoas tinham que passar e assim seriam motivadas para a palestra.

Também não deu resultado. O Gerard Moss (Brasil das Águas) por exemplo, fez uma palestra excelente e quase não havia audiência, apesar de colocarmos ele no centro do domo.

Enfim, foram várias palestras sem público, o que nos fez concluir que o auditório serve para eventos, como a apresentação dos projetos do Museu de C&T que tinha mais de 200 pessoas apinhadas, entrega de prêmios como o do CNPq, do Correio Brasiliense etc.

Assim eu discordo do comentário crítico quando diz que se perdeu uma chance de se tratar do tema comunicação e ciência com as famílias que estavam lá.

Com certeza essas famílias não estavam lá para assistir palestras ou gravar programas de ciência. Concordo, entretanto que auditório fechado é antipático e que se deve pensar em outra estratégia nos próximos eventos.

Temos que tratar que as instituições façam mais ações interativas e menos palestras, atendendo a demanda do público alvo.

JC e-mail 3137, de 07 de Novembro de 2006

Monika Menkes