Será inaugurada, no próximo dia 14 de novembro, dois dias depois dos 100 anos do primeiro vôo homologado de um aparelho mais pesado do que o ar, às 19h, na cidade de Santos Dumont (MG), a exposição “Passo a passo, salto a salto, vôo a vôo: O cientista Santos Dumont”
A mostra fica em cartaz até 10 de dezembro no Centro Cultural, onde funcionou a antiga Estação Ferroviária da cidade, que antes de ser batizada com o nome do seu filho mais ilustre chamava-se Palmira. Depois segue em itinerância por outros estados.
Organizada pelo Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast) e pelo Centro de Documentação e Histórico da Aeronáutica (Cendoc), a mostra traz o acervo de fotos e recortes de jornal da época colecionados pelo próprio Alberto Santos-Dumont e complementado por sua família, que doou este material inédito à Aeronáutica.
A curadoria é de Henrique Lins de Barros, um dos principais pesquisadores da vida e obra do inventor e autor de três livros sobre o tema.
Santos Dumont inventou e pilotou o primeiro aparelho mais pesado que o ar a decolar, voar e aterrissar por seus próprios meios. O brasileiro foi quem mais contribuiu para o desenvolvimento da aeronáutica nos seus primórdios. A exposição privilegia o material inédito contido no acervo doado, e tem objetivo de destacar a vida e o esforço científico e tecnológico do inventor até chegar ao vôo do avião.
“Passo a passo, salto a salto, vôo a vôo: O cientista Santos Dumont” ressalta que o vôo só foi possível graças a um grande esforço de desenvolvimento científico e tecnológico, que envolveu o trabalho de várias pessoas e a resolução de vários problemas associados. As fotos expostas retratam Santos Dumont desde a adolescência até o vôo do Deimoselle, em 1907.